30 anos do Dia Mundial da Biodiversidade é marcado por recorde de desmatamento

Desmatamento na Amazônia teve alta de 74,6% em abril, comparado ao mesmo período do ano passado

[30 anos do Dia Mundial da Biodiversidade é marcado por recorde de desmatamento]

FOTO: Arquivo/Agência Brasil

No dia 22 de maio de 1992, há 30 anos, a ONU criou o Dia Mundial da Biodiversidade com o objetivo de conscientizar a população sobre a preservação ambiental. Neste domingo (22), no entanto, a data não deve ser comemorativa, mas de reflexão: em abril, o desmatamento na Amazônia bateu um novo recorde, com alta de 74,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

Dados da ONU e do Greenpeace mostram que 15% da biodiversidade do planeta se encontram na Amazônia. A floresta acolhe 30 milhões de espécies animais, 85% de todas as espécies de peixes da América do Sul, 2500 espécies de árvores e 30 mil espécies de plantas.

Além disso, outros problemas como poluição e genocídio indígena tomam as manchetes de jornais de todo o mundo, especialmente no Brasil. Um estudo da Comissão Lancet de Poluição e Saúde apontou que a poluição foi responsável pela morte de 9 milhões de pessoas em 2019. Um outro levantamento do MapBiomas também fez uma constatação sobre os riscos nas terras indígenas: houve crescimento de 495% de 2010 a 2020 do garimpo. Só na terra dos Yanomamis, a destruição provocada pela atividade cresceu 46% entre 2020 e 2021.

Mesmo com o avanço nas tecnologias que permitem informações em tempo real sobre o que está acontecendo na Amazônia, no Cerrado e em outras regiões, os problemas persistem devido à falta de fiscalização. Um levantamento feito pelo MapBiomas constatou que 98% dos alertas de desmatamento emitidos no Brasil desde 2019 não tiveram fiscalização.
 


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