Autoridades podem usar dados de celulares para punir quem fizer aborto nos EUA

O direito ao procedimento, em vigor desde 1973, foi derrubado pela Suprema Corte do país

[Autoridades podem usar dados de celulares para punir quem fizer aborto nos EUA]

FOTO: Pexels / Pixabay

O direito constitucional ao aborto legal nos Estados Unidos, que estava vigor desde 1973, foi derrubado na última sexta-feira (24) pela Suprema Corte do país. Sendo assim, cada um dos 50 estados pode determinar se o procedimento vira crime ou não.

Diante da mudança, organizações de proteção de dados passam a temer que informações como buscas na internet, de localização e até as coletadas em aplicativos de ciclo menstrual sejam usadas para punir mulheres que decidirem pela interrupção da gravidez em regiões que considerarem a prática ilegal.

O procedimento pode se tornar crime em pelo menos 25 estados dos EUA, mais conservadores. “A diferença entre agora e a última vez que o aborto era ilegal nos Estados Unidos é que vivemos em uma era de vigilância digital sem precedentes”, afirmou Eva Galperin, diretora de segurança cibernética da Electronic Frontier Foundation, um grupo sem fins lucrativos de direitos de dados, em um tuíte que viralizou.

Como aletam os defensores da privacidade e de direitos digitais, dependendo do caso, a justiça poderia obrigar gigantes de tecnologia, como Google, Amazon e Meta, a fornecerem informações que possam confirmar que mulheres procuraram ou realizaram abortos.


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