Ciro Gomes acumula casos de agressão e xingamento; relembre em 6 pontos

O político é conhecido pelo temperamento explosivo e já afirmou que não tem sangue de barata

[Ciro Gomes acumula casos de agressão e xingamento; relembre em 6 pontos]

FOTO: José Cruz/Agência Brasil

Com uma vida política marcada por discussões e brigas públicas, o ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT) deu um tapa no rosto de um homem depois de ser chamado de bandido em um evento em Fortaleza.

O vídeo mostra que o político foi abordado pelo homem que perguntou a ele como se "rouba a população sem ser preso". A interação, neste domingo (3), deu início a uma sequência que levou à agressão.

O político é conhecido pelo temperamento explosivo e já afirmou que não tem sangue de barata e fala palavrões em legítima defesa.

Veja 6 casos em que Ciro Gomes se envolveu em confusões públicas.
  
1) Tapa no rosto

Em evento neste domingo (3), em Fortaleza, Ciro deu um tapa no rosto de um homem depois de ser chamado de bandido. O vídeo foi revelado pelo jornal cearense O Povo.

A agressão ocorreu depois que o homem perguntou a Ciro como se "rouba a população sem ser preso". O ex-presidenciável respondeu à provocação dizendo " quem deve saber isso é bandido, eu não sou, não" .Depois disso, o homem chamou Ciro de bandido, e o político o agrediu.

Ainda na gravação, Ciro afirma que deu o tapa para que o interlocutor aprendesse a respeitá-lo. O UOL procurou o político para que ele pudesse se manifestar quanto ao caso, mas ele não respondeu.

2) Agressão a apoiador de Bolsonaro

Outra agressão ocorreu em abril de 2022, quando Ciro era pré-candidato à Presidência. Em uma feira agrícola em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo), Ciro discutia com apoiadores de Jair Bolsonaro (PL), quando ocorreu a agressão.

Ele foi abordado por um homem que o filmava com um celular. Depois de falar algo com ele, Ciro tentou dar um soco em seu abdome.

Na época, o político afirmou em nota que foi insultado, sofreu tentativas de agressão física e " reagiu à altura". Ele lamentou " ter sido forçado a agir com veemência".

Na ocasião, ele chamou Bolsonaro de "nazista e "ladrão de 'rachadinha'", enquanto pessoas no evento chamavam o ex-presidente de "mito".

3) Empurrão a manifestante

Em 2014, enquanto ainda era secretário da Saúde do Ceará, Ciro Gomes foi filmado empurrando um manifestante durante a inauguração de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) em Fortaleza.

Na gravação, Ciro aparece partindo para cima de um homem que o filmava. Ele tentou afastar o equipamento e falou para o homem "circular".

O homem então perguntou a Ciro porque estava sendo agredido, e ele negou a agressão. Segundo a assessoria de imprensa da Saúde disse à época à Folha de

S.Paulo, a ação do manifestante teria sido premeditada e não teria havido agressão.

Um dos assessores de Ciro à época afirmou que tentaram transformar a agressão de um popular na agressão do secretário que não aconteceu e chamou o caso de ação.

4) Xingamento e empurrão em jornalista

Em 2018, quando disputou a eleição ao Planalto, Ciro xingou e deu um empurrão leve em um jornalista que o questionou durante uma entrevista em Boa Vista.

O profissional, que prestava serviços para o candidato ao Senado Chico Rodrigues, perguntou a Ciro se ele reafirmava o que disse "sobre brasileiros que fizeram aquela manifestação na fronteira, que [ele] chamou os brasileiros de canalhas, desumanos e grosseiros".
Irritado, Ciro o xingou, deu um leve empurrão no jornalista e depois mandou tirá-lo do local e prendê-lo, dizendo que ele é "do Romero Jucá".

"Vai para a casa de Romero Jucá, seu filho da puta. Pode tirar esse daqui, esse aqui é do Romero Jucá. Romero Jucá. Tira ele, tira ele, prende ele aí", disse Ciro.

5) Discussão com opositores

Ciro xingou opositores durante comício em 2006. Na época, ele era candidato a deputado federal pelo PSB.

A discussão foi motivada porque o político estava irritado com ataques do tucano Lúcio Alcântara.

"Eu me chamo Ciro Gomes. Vou responder e vou responder do meu jeito, porque o governante que hoje está no Ceará [Lúcio Alcântara] só tem força para comprar consciências, para distribuir dinheiro para politiqueiro filho da puta", disse no palanque.

6) Briga com ouvinte

Em 2002, quando disputou o Palácio do Planalto, Ciro (então no PPS) considerou atravessada a pergunta de um ouvinte em programa de rádio e o chamou de "burro".

À época, em outro evento de campanha, xingou um fotógrafo de "babaca".

Na disputa, o candidato, que chegou a ocupar o segundo lugar, estagnou nas pesquisas. Ciro terminou em quarto lugar, depois de Lula (PT), José Serra (PSDB) e Anthony Garotinho (PSB).
 


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