COP28: ativistas solicitam financiamento climático para os mais vulneráveis

Cerca de 3,5 bilhões de pessoas vivem em zonas vulneráveis ​​às alterações climáticas

[COP28: ativistas solicitam financiamento climático para os mais vulneráveis]

FOTO: COP28/Christopher Edralin

Ativistas de várias partes do mundo pediram nesta segunda-feira (4), durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP28), em Dubai, financiamento climático. Além disso, compartilharam os impactos devastadores das mudanças climáticas nas comunidades, destacando que os fundos devem priorizar os mais vulneráveis, especialmente jovens e mulheres. 

No evento, a cantora e rapper senegalesa Oumy Gueye contou que passou a se dedicar à ação climática quando a casa de seus avós em Bargny, a leste da capital do Senagal, Dakar, foi destruída pela elevação do nível do mar.  Ela tem colaborado com o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha, na sigla em inglês) para defender causas humanitárias no Sahel, uma das emergências humanitárias de crescimento mais rápido no mundo.

Em declarações à ONU News, ela descreveu a situação em seu país. O aumento das temperaturas e, no caso do Senegal, o nível do mar estão destruindo meios de subsistência e casas, provocando a pobreza, a violência e alimentando a migração através de rotas perigosas. Ela afirmou que “os jovens correm o risco de viajar por mar em busca de uma situação melhor” e acrescentou que alguns perdem a vida, o que representa “uma tragédia para as comunidades e para o futuro dos seus países”.

Número de vulneráveis

De acordo com o Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (Ipccc), cerca de 3,5 bilhões de pessoas vivem em zonas altamente vulneráveis ​​às alterações climáticas.

O clima extremo tem um custo extremamente alto, como mostrou um relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM) publicado no início deste ano. De acordo com o levantamento, entre 1970 e 2021, cerca de 12 mil desastres relacionados a eventos meteorológicos, climáticos e hídricos extremos causaram US$ 4,3 trilhões em perdas econômicas, a maioria delas em países em desenvolvimento. 


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