Galerias brasileiras marcam presença na Frieze e TEFAF New York 2023!

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[Galerias brasileiras marcam presença na Frieze e TEFAF New York 2023! ]

FOTO: Divulgação Assessoria

Anualmente, renomadas feiras, exposições e inaugurações artísticas movimentam o mercado de arte e cultura de Nova Iorque. Lá, desembarcam no mês de maio importantes galerias brasileiras e grandes nomes da cena de arte do Brasil, rumo à Frieze e à TEFAF New York 2023.

Com o apoio do Projeto Latitude - Platform for Brazilian Art Galleries Abroad, uma parceria da Associação Brasileira de Arte Contemporânea (ABACT) e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), as galerias brasileiras Fortes D'Aloia & Gabriel, Luisa Strina, Mendes Wood DM, Mitre e Vermelho integram o grupo de expositores vindos de 27 países, que estarão na Frieze New York 2023, uma das mais importantes feiras de arte do circuito internacional, que acontece no The Shed ,de 17 a 21 de maio,

Além disso, a Galeria Nara Roesler garante presença na TEFAF, de 11 a 16 de maio, no Park Avenue Armory, e representará o Brasil entre as 91 galerias.

Para a Frieze New York, a Fortes D’Aloia & Gabriel reúne uma seleção de trabalhos de Iran do Espírito Santo, Lucia Laguna, Jac Leirner e Mauro Restiffe, que acionam uma investigação sobre janelas, em dimensões tanto físicas quanto conceituais. Indo além da tradicional noção da obra de arte como janela para o mundo, Iran do Espírito Santo e Mauro Restiffe enfatizam reflexos e espelhamentos como obstáculos para a visibilidade, desafiando noções prévias de representação espacial. Em contraste, Lucia Laguna opera no campo do visível, pintando a paisagem movediça que vê da janela no seu ateliê do subúrbio do Rio de Janeiro, que ela então justapõe a fragmentos de monografias de arte e outros elementos de seu imaginário. Em um subsequente desdobramento da analogia, as coleções e arranjos de objetos cotidianos de Jac Leirner abrem um ponto de vista para seus hábitos, compulsões e procedimentos. 

A Galeria Luisa Strina apresenta um grupo de artistas de diferentes gerações, cujas obras marcaram significativamente sua trajetória. O projeto também busca enfatizar o papel cada vez mais influente desempenhado por artistas mulheres nos últimos anos, como Leonor Antunes, Fernanda Gomes e Anna Maria Maiolino. Nas últimas cinco décadas, Luisa Strina se manteve como uma das principais referências da arte no Brasil, fomentando a carreira de artistas que hoje são fundamentais para a compreensão da arte latino-americana. As obras dos brasileiros Alexandre da Cunha, Bruno Baptistelli, Cildo Meireles, Cinthia Marcelle, Clarissa Tossin, Marepe, Panmela Castro, Renata Lucas, Tonico Lemos Auad, entre outros nomes internacionais, também fazem parte da seleção de artistas para a feira.  

Estreante na Frieze New York, a Mitre Galeria propõe um projeto solo de Marcos Siqueira, artista que vive e trabalha na Serra do Cipó, no estado de Minas Gerais. Siqueira sempre viveu no bioma do cerrado mineiro, trabalhando diretamente com o solo, pesquisando seus fenômenos naturais e envolvido diretamente com práticas de preservação ambiental. É a energia e os elementos que habitam o seu território que estão presentes em sua obra, bem como a singularidade da linha do horizonte, a vegetação característica, os bichos, o povo, as festividades, as atividades laborais, as brincadeiras, e também as dinâmicas subjetivas de transformação da natureza e dos sujeitos.  No traço simples, mas elegante, nos densos blocos matéricos, e na atmosfera vespertina, surge a invenção que desdobra o exuberante mundo de fora no sensível mundo de dentro, interior, intangível.

Já a Vermelho leva uma seleção de trabalhos de Claudia Andujar, Rosângela Rennó, Edgard de Souza, Ivan Argote e Monica Nador + Jamac. A apresentação foca nas múltiplas e variadas práticas exploradas pelo grupo de artistas, apresentando fotografia, bordado, têxtil, serigrafia, e colagem.

Na TEFAF New York, a Galeria Nara Roesler apresenta uma curadoria de obras de marcantes mestres abstratos do século: Tomie Ohtake, Lygia Pape, Abraham Palatnik, Heinz Mack e Sérgio Camargo. Todos esses artistas se destacaram, dentro de seus contextos, por sua inovação, engenhosidade e prática pouco ortodoxa. Em vez de seguir um caminho programático, sua abstração era aberta para enriquecer conexões permeáveis, evitando restrições e polaridades mutuamente exclusivas como óptico/háptico, geométrico/orgânico, cinética/paralática. Sua seleção de diferentes práticas no campo abstrato apontam para muitos possíveis caminhos onde todos os mencionados acima colidem frutiferamente.


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