MPF da Bahia aguarda compartilhamento de provas sobre o assassinato de Mãe Bernadete

Procurador monitora investigação e destaca necessidade de documentos para análise detalhada do caso

[MPF da Bahia aguarda compartilhamento de provas sobre o assassinato de Mãe Bernadete]

FOTO: Reprodução

O Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA) permanece à espera do compartilhamento das provas relacionadas ao inquérito do assassinato da yalorixá Mãe Bernadete, realizado pela Polícia Civil baiana. A análise desses documentos em conjunto com a Polícia Federal (PF) permitirá avaliar se existem lacunas na apuração conduzida pelas autoridades estaduais. A vítima foi morta com mais de 20 tiros em agosto, no Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho (BA).

Após o pedido da Justiça Federal da Bahia, feito em 24 de outubro, para compartilhamento das provas da investigação conduzida pelas autoridades locais, os documentos ainda não foram fornecidos.

Ruy Nestor Bastos Mello, procurador da República responsável pela supervisão do inquérito aberto pela PF para investigar o caso, aguarda a documentação para uma análise minuciosa. Destaca-se que a PF realizou algumas diligências, mas não teve acesso a todas as informações relevantes, como quebras de sigilo, o que limitou a efetividade da investigação.

Mello enfatiza a necessidade do compartilhamento das provas e menciona que, caso a entrega demore, reiterará o pedido. Ele também solicitou ao Ministério Público Estadual (MPE) uma investigação conjunta, proposta que não foi aceita pelo MPE.

A denúncia feita pelo MPE em 16 de novembro acusou cinco pessoas pelo assassinato de Mãe Bernadete, alegando motivo torpe relacionado à retaliação de um grupo responsável pelo tráfico de drogas na região. Entretanto, a família contesta essa linha de investigação, argumentando que os envolvidos com o tráfico teriam sido contratados para proteger pessoas influentes ligadas ao crime.

Em relação à morte do filho de Mãe Bernadete, Flávio Gabriel Pacífico dos Santos, conhecido como Binho do Quilombo, assassinado em 2017, também a tiros, após deixar a filha na escola, o procurador informou que o inquérito da PF está em andamento. Apesar da suspeita de ligação entre os dois assassinatos, Ruy Mello ressalta a ausência de informações comprovadas sobre esse vínculo.

Ele destaca a atenção especial dada aos dois casos pela PF e pelo MPF, reconhecendo a importância simbólica e sensível que têm para a comunidade quilombola.


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