Plebiscito sobre Essequibo é questão interna da Venezuela, diz representante brasileira

Referendo aponta pela incorporação de território guianense ao mapa venezuelano

[Plebiscito sobre Essequibo é questão interna da Venezuela, diz representante brasileira]

FOTO: Fernando Frazão/Agência Brasil

A secretária de América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, embaixadora Gisela Padovan, afirmou nesta segunda-feira (4) que o plebiscito realizado na Venezuela sobre a incorporação do território de Essequibo é uma questão interna do país. A declaração foi feita após a abertura da Cúpula Social do Mercosul, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

Gisela Padovan referenciou a decisão da Corte Internacional de Justiça (CIJ) na última sexta-feira (1º), que determinou que a Venezuela se abstivesse de quaisquer ações para anexar parte do território da Guiana. Ela ressaltou que a CIJ não se pronunciou apenas sobre o plebiscito, mas sobre qualquer medida que altere a situação atual.

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) venezuelano informou a participação de 10,5 milhões de eleitores no referendo, com 95,93% apoiando a incorporação oficial de Essequibo ao mapa do país, incluindo a concessão de cidadania e documentos de identidade para mais de 120 mil guianenses que vivem no território.

A embaixadora destacou que o Brasil mantém diálogo de alto nível com os dois países e espera que a solução seja pacífica, mesmo com a suspensão da Venezuela do Mercosul, enfatizando que as negociações continuam avançando.

Sobre o tratado de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, Gisela Padovan comentou a posição contrária da França, expressada pelo presidente Emmanuel Macron na COP28 em Dubai, chamando o acordo de “incoerente”, “mal remendado” e “antiquado”.

Ela enfatizou que as negociações avançam, apesar das divergências, mencionando o interesse do governo brasileiro em um acordo que seja benéfico para os países do Mercosul. Destacou o apoio de países como Alemanha e Espanha, ressaltando que as dificuldades sempre existiram e a posição da França não foi uma surpresa.

Além disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está na Alemanha para uma visita de três dias, onde deve fortalecer acordos em diversos setores, incluindo um encontro com o primeiro-ministro alemão, Olaf Scholz.

Na abertura da Cúpula Social, o vice-presidente da representação brasileira no Parlasul, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), criticou as objeções da União Europeia em relação ao acordo de livre comércio, destacando a soberania dos países e a preferência do governo brasileiro pelas empresas nacionais nas compras governamentais.


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