Setor de turismo espera recuperar perdas com fim do isolamento pela Covid-19 até o fim de 2022

Expectativa se mantém mesmo diante da crise econômica e alta dos preços das passagens

[Setor de turismo espera recuperar perdas com fim do isolamento pela Covid-19 até o fim de 2022]

FOTO: Rovena Rosa/Agência Brasil

O setor de turismo espera recuperar o nível pré-pandemia até o final deste ano. De acordo com a presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV), Magda Nassar, em entrevista à Jovem Pan, os preços das viagens estão maiores na comparação com 2019, mas grandes promoções foram feitas na tentativa de melhorar o cenário.

“Está tudo muito mais caro. Não é o turismo. Quando a gente fala de números de 2019, que são os números reais, a gente vê aumentos pontuais, às vezes não, empates. Quando a gente fala em relação 2020 e 2021, óbvio, os preços são maiores, é a demanda e a oferta, não tem como. A gente teve anos difíceis, os últimos dois anos, e grandes promoções foram feitas para tentar melhorar o setor. Eu acho que a gente tem uma tendência a manter esses preços. Existem preços muito atraentes”, disse. 

Mesmo com o fim do isolamento da pandemia da Covid-19, outros fatores são persistentes e atrapalham o retorno mais forte do turismo: a crise econômica e a alta nos preços dos combustíveis, que impacta diretamente no preço das passagens e acaba afastando os brasileiros de realizarem as viagens.

Segundo Nassar, o setor foi fortemente atingido pela pandemia. Em 2019, o faturamento foi de R$ 31 bilhões. Já em 2020, esse número caiu para R$ 9 bilhões. 

“A gente vende muito mais destinos nacionais. O Brasil é riquíssimo, você pode encontrar de tudo, viagens de gastronomia, de praia, sol e mar, inverno, tudo. A gente teve até surpresas na divulgação dos destinos mais procurados. São Paulo entrou como um dos destinos mais procurados, Brasília também, a gente tem, hoje, boas e gratas surpresas, mas a gente precisa de mais, a gente precisa do mundo visitando o Brasil. E esse é um trabalho que a gente tem a agência, a Embratur, fazendo, mas a gente precisa de um olhar mais especial do nosso governo, para que esse 8,5% que a gente representou do PIB em 2019 se transforme pelo menos no dobro disso”, diz Nassar.


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